100 Palavras Inglesas Desnecessárias ao Português – Estrangeirismo

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Na Dança dos Famosos do Domingão do Faustão, o júri sempre fala em um tal de partner. Quem fala inglês sabe o que isso significa; quem não fala, fica sem entender o jurado.

Em Linguística, o uso de palavra ou frase estrangeira num texto em vernáculo (língua nacional) é chamado de estrangeirismo. Quem usa estrangeirismos em seus textos e conversas corre o risco de não ser compreendido pelo seu interlocutor. Agora, por que alguns brasileiros usam palavras e frases estrangeiras quando se comunicam em português? Talvez isso ocorra porque eles sofrem forte influência da cultura, dos hábitos, dos costumes etc. de determinada nação sobre eles. Seja como for, brasileiros que usam estrangeirismos na sua comunicação fazem isso mais por afetação do que por necessidade. Veja agora 100 palavras inglesas desnecessárias na hora de falar ou escrever em português.


100 Palavras Inglesas Desnecessárias ao Português

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Estrangeirismo na língua portuguesa

Baby-doll – camisolinha
Baby-sitter – babá
Back-ground – fundamento, fundo
Barman – garçom de bar
Black-out – apagão
Boiler – caixa térmica
Boom – surto
Button – broche, botão
Camping – campismo
Charter – fretado
Chip – plaqueta, pastilha
Clip – pregador
Closet – depósito
Commodity – mercadoria
Delivery – entrega
Dial – painel
Diet – dietético
Display – mostrador
Drink – aperitivo
Drive-in – acesso motorizado
Drop – bala, confeito
Email – correio eletrônico
Fair play – jogo limpo
Feed back – retorno
Franchise – licença comercial
Hall – saguão
Hobby – passatempo
Input – entrada
Jingle – música de propaganda
Jogging – corrida a pé
Joint venture – associação
Kit – conjunto
Know-how – tecnologia
Leasing – arredamento mercantil
Living – sala de estar
Make up – maquiagem
Meeting – encontro
Non sense – absurdo
Non stop – sem escala
Outdoor – painel
Overdose – superdose
Partner – parceiro, par de dança
Performance – desempenho
Pick up – caminhonete
Playback – gravação
Pole position – ponta
Pool – conjunto
Poster – cartaz, quadro
Press release – informação para a imprensa
Rack – estante, prateleira
Raid – incursão
Rally – prova de regularidade
Ranking – colocação
Refil – carga
Ring – tablado
Rink – pista
Round – assalto (no boxe)
Royalty – regalia
Rush – congestionamento
Script – roteiro
Self-service – autoatendimento
Set – cenário, parte
Sexy – sedutor
Shopping center – centro comercial
Shorts – calção, curta-metragem
Show room – exposição
Show – espetáculo
Site – portal, sítio
Skate – patinete
Sketch – cena, historieta
Slack – blusão
Slip – cueca
Slogan – lema
Software – programa de computador
Speech – alocução
Spoiler – difusor
Spot – ponto de luz
Spray – aerossol, vaporizador
Spread – juro variável
Sprinkler – chuveiro automático
Sprinter – velocista
Staff – assessoramento
Stand – barraca
Star – estrela, astro
Stress – tensão
Tape – fita magnética
Test drive – experiência de direção
Thriller – filme de horror
Ticket – bilhete, ingresso
Timer – temporizador
Trading – comércio internacional
Trailer – reboque
Training – agasalho esportivo
Trust – cartel
T-shirt – camiseta
Tweeter – alto falante para agudos
Waffle – panqueca
Walkie talkie – transceptor portátil
Water closet – privada
Wind surf – prancha à vela


Mais palavras inglesas desnecessárias ao português

É claro que a relação acima não está esgotada. Fashion (moda) e hot dog (cachorro-quente), por exemplo, poderiam fazer parte dela. Então, que outros termos ingleses você incluiria nessa lista?

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16 Respostas para 100 Palavras Inglesas Desnecessárias ao Português – Estrangeirismo

  1. Daniel Calou diz:

    Eu não sei que termos eu colocaria na lista mas com certeza tiraria um bocado deles. Não li tudo mas já parou pra pensar que algumas palavras da sua lista você corre muito mais risco de não ser compreendido se usar a versão em “português” (entre aspas porque algumas já foram aportuguesadas). Se você me perguntar sobre uma plaqueta ou pastilha do computador eu não vou te entender, vou achar que você tá falando da bateria interna. Não tem nada de errado com estrangeirismo, a maioria das línguas sofre influência de outras culturas e muito mais agora com a globalização.

  2. Fred diz:

    Daniel,

    Concordo com você. Termos estrangeiros são sempre bem-vindos quando ainda não há termos na língua portuguesa. Se há termos em português, por que adotar um novo? Por exemplo: o “mouse” foi batizado em Portugal como “ratinho”. Por que o Brasil não seguiu o mesmo padrão visto que “mouse” significa “ratinho”, e que a ideia de “ratinho” provavelmente também passou pela mente do criador do acessório periférico? Nós brasileiros falamos em “site” na Internet. Os portugueses falam em “sítio”. A verdade é que as traduções portuguesas são melhores do que as brasileiras visto que elas passam para os lusitanos as mesmas ideias que se passam na mente dos anglofalantes. Já nós brasileiros achamos que falar “mouse” e “site” são termos chiques e discriminamos os brasileiros que não conseguem falar ou escrever esses termos estrangeiros com correção. Outra coisa: visitei alguns países vizinhos do Brasil (Argentina, Venezuela, Panamá…). Nesses países, não vi “shopping center”. Vi somente “centro comercial”. Por que o Brasil não adotou “centro comercial”? Será que o termo português geraria mau entendimento?

  3. Teacher eliot diz:

    Daniel , achei o seu comentário muito bem articulado . Voce é um bom influenciador. Mas concordo com o uso de algo novo que apareçe no Brasil continue no original pois isso evita duplicidade de entendimento.

    Se eu digo e-mail, mouse, internet, OMO, pizza, taxi,shopping
    todas as pessoas sabem pois elas tem sentido único. Por um outro lado se eu traduzir a palavra vai dividir o significada com outro objeto. Se ela ficar no original, é mais enfática. Achei também até um pouco de falta de confiança no país, querer seguir Portugal, e pequenos países da américa latina.

  4. Fred diz:

    Teacher Eliot,

    Também dou boas-vindas às novidades. Mas, se formos registrar as palavras inglesas sem antes procurar algum termo já consolidado em português, em breve, não falaremos nem português, nem inglês. Outra: esse negócio de absorver a palavra estrangeira sem adaptá-la ou ver se já há algo em nosso idioma pode ser fácil com a língua inglesa. Mas, o que dirá no caso de termos originados no Japão, países árabes? Vamos absorver também a escrita deles ou vamos adaptar o termo estrangeiros às regras do português?

    Outro problema: quando trazemos os termos estrangeiros para o português sem adaptá-los, não podemos criticar pessoas que falam em “serve-serve” (self-service) ou “romitite” (home theater). Não podemos criticar o brasileiro que não fala corretamente os termos estrangeiros. Para evitar esses problemas de pronúncias erradas de palavras estrangeiras, é mais sábio, empregar termos nacionais.

    A língua portuguesa não sofre de xenofobia. Mas, se ela, em anos anteriores, absorveu um termo estrangeiro porque substituí-lo por outro mais recente? Se ela absorveu “área de recreação” por que substituir isso por “playground”? Quem estuda inglês talvez saiba a ortografia de “playground”, mas não devemos zombar do brasileiro que escrever “plaigraund” num cartaz. Para evitar esses erros de pronúncia e de ortografia de termos estrangeiros, é melhor adotarmos palavras portuguesas existentes e consolidados.

  5. Daniel Calou diz:

    É faz sentido Fred, concordo que alguns termos deveriam ser traduzidos mas a maior culpa disso tudo é da publicidade do nosso país que acha que termos em inglês vendem mais e depois não adianta tentar corrigir.
    Engraçado como usamos termos que nem são usados fora daqui. Eu tinha um problema danado em ser compreendido quando chamava meu computador portátil de notebook com americanos. Pra eles notebook é caderno de anotações e computador portátil é só “computer” ou “laptop”.

  6. Fred diz:

    Daniel,

    você tocou em outro ponto relevante. Os brasileiros ainda distorcem o termo estrangeiro. O que nós brasileiros chamamos de “outdoor” (o enorme cartaz) é chamado de “billboard” nos E.U.A.

  7. Eduardo Santos diz:

    Bom dia pessoal. Li agora os comentários ao uso de palavras estrangeiras na língua portuguesa. Estrangeirismos sempre houve na nossa língua, desde o “inshallá” árabe, que foi aportuguesado para oxalá, que brasileiros aparentemente nem conhecem. Já agora Daniel, onde você foi buscar o “ratinho”? Eu sou português e toda a vida falei “rato”. Ninguém fala “ratinho” em Portugal…
    Quanto ao resto, é um tema controverso e concordo com muito do que foi dito. Acho que a moderação é a solução para esse assunto, já que não há como evitar a utilização de estrangeirismos, mas também não é necessário exagerar.

  8. Daniel Calou diz:

    Eduardo,
    Eu não fui buscar ratinho em lugar nenhum quem falou isso foi o Fred ali em cima hehe, mas rato ou ratinho, eu entendi o que ele quis dizer, em Portugal se usa um termo em português e no Brasil usamos uma palavra da língua inglesa

  9. Carlos diz:

    Aportuguesar como os lusitanos não dá. Esses dias lendo um site português deparei com a comemoração do aniversário de uma tal de Rainha Isabel II do Reino Unido, procurei saber quem era e descobri com muita dificuldade que era a Rainha Elizabeth II atual. Só aí descobri que a tradução para Elizabeth em Portugal é Isabel. “Sítio” também não acho lá muito prático para designar site. Outro exemplo vindo do inglês americano é a palavra grains para designar cereais. No Brasil se transformou em grãos o que define perfeitamente o significado da produção de arroz, feijão e soja principalmente, . Bem acho que devemos ter cuidado na hora de adotar palavras estrangeiras diretamente para o português. “Shopping Center” parece que não é usado nem nos EUA. Lá eles tem outra palavra “Mall” para designar um centro de compras. Outra coisa curiosa acontece com a palavra “mouse” de computador. A maioria das pessoas quando quer dizer no plural dizem “mouses” porque não sabem que o plural de “mouse” é “mice”. Aqui seria melhor acompanhar os lusitanos e dizer rato ou ratinho.

  10. Fred diz:

    Carlos,

    Gostei muito de seu comentário. Detalhe: em espanhol, eles também chamam a Rainha Elizabeth II de Rainha Isabel II. A moderação é a solução.

  11. Ana Santia diz:

    O pior e que todos querem usar o inglês mas nao sabem pronuncia-lo corretamente. A palavra closet por exemplo e sempre pronunciada incorretamente.

  12. annahh diz:

    Muito obrigado me ajudou MT em uma peskisa

  13. Billy Wender Thatch Cpi diz:

    Eu gostaria de colocar a palavra CONCORN que significa VAGINA!

  14. Billy Wender Thatch Cpi diz:

    Eu gostaria de colocar a palavra DEDPEN que significa FICAR SEM PALAVRAS

  15. Fernando Soares diz:

    Discordo totalmente. A inclusão de estrangeirismos é um processo natural, bom e extremamente importante para o aumento do vocabulário da língua. Para que ter um termo só quando podemos ter dois ou mais? É essa a tendência da língua, aumentar o número de palavras e especializar sentidos.

    É por isso que a língua inglesa, que não teve esses movimentos puristas de impedir a entrada de estrangeirismos, tem várias palavras com sentido semelhante de origens diferentes – por exemplo, “royal”, “regal”, “kingly” e “regius”. Que riqueza vocabular! O vocabulário português também aumenta desse modo, se não impedido pelos movimentos puristas e xenófobos, que primam pela pobreza lexical do idioma.

    Portanto, que venham baby-sitter, mouse, background, stand, poster, slogan, show, royalty e todas as outras para fazer companhia às palavras nativas e assim enriquecer a bela língua portuguesa!

  16. Eu acho que a sugestão do Fernando Soares significa o desejo de ser inglês ou americano.
    Cada um com as suas próprias manias e complexos.
    Seguindo a sua regra, em vez de dois ou três palavras com o mesmo sentido ao introduzir os referidos estrangeirismos, daqui a pouco não serão dois nem três, mas uns cem… Que acha você, Fernando, de tanta riqueza… vocabular ?????
    Processo natural, como você diz, não é a aceitação indiscriminada de estrangeirismos, mas sim a falta de orgulho pelo seu belo, rico e culto idioma.
    Quando alguém aponta, por exemplo, vocábulos de origem árabe na nosso idioma ou mesmo de origem francesa, chinesa,indiana, africana, etc, não é de estranhar, porque Portugal, sofreu a influência da ocupação árabe durante séculos e depois navegou por todos os oceanos na descoberta de novos mundos e os portugueses, para se comunicarem com povos de línguas totalmente desconhecidas para os europeus, foram forçados a incorporar alguns vocábulos dessas línguas para facilitarem a comunicação com esses povos.
    Atualmente, não há necessidade disso. Quem aceita tais estrangeirismos apenas revela falta de cuidado com o seu idioma, muitas vezes vaidade em usar termos que a maioria não entende, pensando destacar-se socialmente com essa atitude. E isto, naturalmente, também se encaixa muitíssimo bem nos publicitários, economistas de plantão nos canais de televisão, etc, etc.
    Tenho dito e não pretendo responder a quaisquer reações de desacordo, mas talvez este meu comentário sirva para abrir os olhos a outras pessoas que desejem continuar a discussão sobre tal tema.
    A Língua Portuguesa não é um idioma qualquer. Ela é falada oficialmente em oito países, é a quinta mais falada do mundo, é a terceira europeia e a primeira na América Latina e, ainda, é falada no mundo inteiro devido aos grandes contingentes de imigrantes de origem brasileira, portuguesa, angolana, moçambicana, cabo-verdeana. guineense, são tomense e timorense espalhados por todo o planeta na casa de milhões.
    Além disso, também é falada no estado autônomo de MACAU – China, estado autônomo de GOA e DAMÃO, DIU. DRADÁ e NAGAR AVELI – Índia e em MALACA-Malásia.
    Indo mais longe, para dizer tudo de uma só vez , foi oficializada nas escolas da ESTÓNIA, da GALIZA, da GUINÉ EQUATORIAL e de muitos outros países, inclusive da AMÉRICA LATINA.
    Portanto, caro Fernando, mais cuidado e mais orgulho pelo seu idioma e evite os estrangeirismos, porque não fazem falta alguma à culta LÍNGUA PORTUGUESA falada pelo mundo afora.
    Não esqueça também, para terminar, que gramaticalmente, os vocábulos ingleses, por exemplo, não nos permitem a divisão silábica a que estamos habituados, a qual facilita o aprendizado na alfabetização das crianças no Ensino Básico.

    Armando Ribeiro

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