Curiosidades e dicas do inglês escrito: Ideograma e Academia de Letras Informal
Problemas de ortografia, em muitos países, são resolvidos através de academias ou órgãos do governo que agem como árbitros no uso e abuso de seus respectivos idiomas. Assim foi na Itália (1582), França (1634), Espanha (1713) e muitos outros países. Portugal e Brasil não fogem a essa regra; volta e meia as academias dos dois países se reúnem para alterar o idioma. Já os países de língua inglesa nunca tiveram algo semelhante, embora, no passado, tenha havido clamor para o seu estabelecimento. Essa função tem sido exercida pelos dicionários, a começar com os de Samuel Johnson (1755), para o inglês britânico, e Noah Webster (1828), para o inglês americano, mais tarde seguidos por outros árbitros quanto ao que é correto ou incorreto.

Inglês visto como ideograma chinês
Os que se opõem são rápidos no gatilho e logo apontam sérias dificuldades nessa abordagem. Com a bagunça ortográfica reinante no idioma, como conseguir uma imagem separada de um número suficiente de palavras comuns que permitam ao estudante um grau satisfatório de eficiência? E como capacitar o estudante a lidar com palavras desconhecidas, a não ser que tenha a habilidade de relacionar sons e letras? O falante nativo, alheio a teorias e palpites, parece já ter dado a resposta aos profissionais, com a maior naturalidade: assim, ele não vai ler a palavra ghoti com o som sugerido por George Bernard Shaw; para o nativo, ghoti jamais será /fish/ e sim /goaty/.
A Academia de Letras Informal do Inglês
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Futhark, o alfabeto do inglês antigo
Ortografia irregular e esquemas previsíveis
Propostas e reformas ortográficas na língua inglesa
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Eu sempre achei o inglês escrito um intermediário entre letras latinas e ideogramas. Mais traiçoeiro com certeza. Para nós que aprendemos a escrever português silábico a coisa se torna mais difícil ainda. Mas acho que não há jeito de mudar. Imagine representar a quantidade de sons vogais da língua inglesa. Iriam precisar de todos os acentos existentes no alfabeto latino e inventar mais alguns. Seria uma confusão total.Algumas línguas européias tentam e acentuam até consoantes. Quanto as reformas do português eu acho que quando eliminaram acentos como o trema(“), o agudo(´)de algumas palavras tornaram a coisa mais complicada ainda. Me parece que sentimos inveja do inglês. Quem é a favor da retirada dos acentos do português são pessoas que não aprenderam a acentuar as palavras da nossa língua. E é tão fácil. Com apenas uma regra se acentuam 90% do nosso idioma.
Carlos,
Concordo com você. Para mim, a reforma na língua portuguesa foi positiva no que diz respeito ao uso do hífen (havia muitas regras anteriormente), mas foi um desastre ao excluírem o acento diferencial do verbo “parar” (Ex.: Para para falar – o primeiro “para” é verbo). A nossa geração ainda sabe que o U é pronunciado em “linguiça” e “cinquenta”, mas as gerações futuras terão problemas ao se depararem com essas palavras. Eles terão que consultar dicionários para saber se o U é pronunciado ou não. O corte do trema foi um desastre também.